sábado, 8 de março de 2008

ESPECIAL DIA DAS MULHERES 3 - UMA MATÉRIA INTERESSANTE INTERCAMBIAL-SAPIENTE

O Dia Internacional da Mulher em 2008

A Campanha pela Internet

A GCAP preparou dois cartões para a sua campanha de envio por e-mail no Dia Internacional da Mulher:

Clique aqui para fazer o download do cartão da GCAP para o Dia Internacional da Mulher em versão pdf.

E clique aqui para fazer o download do cartão em versão Word, que pode ser editado de modo a incluir as suas próprias demandas.

O Lançamento Oficial em 28 de Fevereiro

logo-FTFO Apelo à Ação no DIM de 2008

Desde 2005, e como parte da Campanha Global de Ação contra a Pobreza, a Força-Tarefa Feminista da GCAP tem avançado com clareza a seguinte mensagem:

A erradicação da pobreza não acontecerá sem a igualdade de gênero e sem a justiça para as mulheres.

Enquanto nos preparamos para celebrar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março, convidamos todos os participantes da GCAP a unirem suas vozes a essa mensagem e a fortalecerem os seus esforços nos níveis nacional, regional e global, a fim de assegurar que a igualdade de gênero se torne uma realidade e traga a sociedade melhor com a qual todos sonhamos.

Neste ano, lançaremos o Apelo à Ação da GCAP pela Igualdade de Gênero e pelo Fim da Pobreza em 8 de março na sede da ONU em Nova Iorque, durante as reuniões da Comissão de Status das Mulheres (CSW). As mobilizações em torno do DIM pelo aumento no financiamento da igualdade de gênero e pelo empoderamento das mulheres, no apoio a uma maior igualdade na arquitetura de gênero da ONU. Nossas demandas em 8 de março estão reunidas pelo slogan A IGUALDADE DE GÊNERO PELO FIM DA POBREZA.

A Igualdade de Gênero pelo Fim da Pobreza

gender2A Campanha Global demanda mudanças sistêmicas pelo fim da pobreza. Estas incluem demandas críticas por justiça comercial, cancelamento de dívidas, aumento no auxílio às nações pobres e processos políticos claros e transparentes. Essas mudanças também dizem respeito aos direitos humanos das mulheres e a questões de igualdade. Atualmente, as políticas internacionais roubam das mulheres o sustento, a assistência de saúde e outros direitos econômicos, enquanto alimentam um retorno do fundamentalismo e do militarismo, privando as mulheres de sua autonomia e de suas escolhas pessoais.

A Justiça Comercial pelo empoderamento social, econômico, cultural e político das mulheres: A expansão do comércio – tanto dentro quanto entre fronteiras – tem sido dependente do trabalho das mulheres mais pobres. Por isso, a justiça comercial implica não apenas em termos mais equitativos de comércio e de soberania comercial nacional; mas também em garantir os direitos das mulheres à terra, ao trabalho e ao emprego digno, protegendo suas atividades na agricultura, mantendo a segurança alimentar, os modos de vida e de conhecimento tradicionais, assegurando os serviços públicos essenciais para todas e desenvolvendo políticas para que os benefícios do comércio avancem os objetivos de desenvolvimento e alcancem os membros mais marginalizados da sociedade, especialmente as mulheres pobres.

O Cancelamento de Dividas, para aliviar o ônus que recai sobre as mulheres mais pobres e suas famílias: Grande parte da dívida nos países em desenvolvimento está sendo paga pelas mulheres pobres. Atualmente, as mulheres provêem auxílio de saúde, educação, apoio à infância e à velhice, e outros serviços às famílias, sociedades e economias como parte de seu trabalho não-pago. Por isso, para erradicar a pobreza e avançar os direitos humanos, as dívidas devem ser canceladas, os recursos devem ser compartilhados com eqüidade e atender as necessidades dos pobres, especialmente das mulheres, e os serviços essenciais devem ser prestados pelo Estado.

Mais e Melhor Auxílio para financiar o fim da feminização da pobreza: O volume de assistência ao desenvolvimento pelos países ricos deve aumentar para a meta dos 0,7% do PIB para ajudar os países pobres a se erguerem e saírem da pobreza. Esse auxílio deve priorizar o empoderamento das mulheres e a realização da igualdade de gênero pelo fim da pobreza.

Processos Políticos Nacionais Democráticos, Transparentes, Participativos e com Prestação Pública de Contas, para abrir portas às mulheres e eliminar políticas discriminatórias: As estratégias nacionais de eliminação da pobreza precisam dar mais poder às mulheres pela educação, assistência de saúde e tratamentos de HIV/AIDS, direitos reprodutivos, estratégias pelo fim da violência contra as mulheres, plena participação política, cidadania igual, direitos de herança e propriedade, e acesso aos serviços essenciais, incluindo habitação acessível. Além disso, os processos devem ser desenvolvidos para facilitar a participação de todos – especialmente de mulheres, jovens, imigrantes e povos indígenas – no desenvolvimento, na implementação e no monitoramento de políticas, com mecanismos de compartilhamento de informações, contribuições e reavaliações.

LANÇAMENTO – 28 DE FEVEREIRO

NA SEDE DA ONU EM NOVA IORQUE DURANTE A REUNIÃO DA COMISSÃO DE STATUS DAS MULHERES (CSW).

A FTF apresentará os resultados dos Tribunais Internacionais das Mulheres para a Pobreza e promoverá a conscientização da importância da eqüidade de gênero para a erradicação da pobreza. Os representantes também lançarão o Apelo à Ação da GCAP pela Igualdade de Gênero e pelo Fim da Pobreza em 8 de março, unindo-se a outras organizações de mulheres na luta pelo aumento no financiamento para a igualdade de gênero e para o empoderamento das mulheres, fortalecendo assim a arquitetura de gênero e igualdade na ONU.

Baseando-se nos resultados do processo de consulta e no grande sucesso dos Tribunais das Mulheres de 2007, a FTF encoraja todos os membros da GCAP a apresentarem aos seus governos e às instituições internacionais as seguintes demandas em suas mobilizações.

RESUMO DAS DEMANDAS

Financiamento ao Desenvolvimento:

· Os governos doadores e nos países em desenvolvimento devem assegurar o financiamento direto e o estabelecimento de mecanismos claros para a participação das mulheres nas organizações de direito como parte da sociedade civil, especialmente as mulheres dos grupos sociais excluídos, em todos os planejamentos nacionais para o desenvolvimento e no auxílio ao planejamento, planejamento, manejo, monitoramento e avaliação.

· Deve haver um aumento significativo nos investimentos em organizações e movimentos que lutam pelos direitos das mulheres; essas organizações devem receber fundos substanciais, previsíveis, multi-anuais e centrais em todos os níveis para conduzirem as tarefas de vistoriar e cobrar ações políticas.

· Deve-se promover um orçamento sensível à integração de gênero como uma ferramenta capaz de combinar-se com o Apoio Geral Orçamentário (GBS) e com as Abordagens Amplas Setoriais (SWAPs), com a participação das organizações de empoderamento de mulheres.

A Reforma pela Igualdade na Arquitetura de Gênero (GEAR):

· Para desenvolver a recém-criada entidade específica para mulheres no nível mais alto com a liderança da Sub-Secretaria Geral, a ser total e ambiciosamente financiada.

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